
Abordagem Sistémica
Pensar numa perspectiva sistémica em Psicologia e Educação é ainda algo novo, chegando até a ser um pouco difícil. (Farinha, 2005).
Uma característica inerente ao pensamento sistémico é abordar os diversos temas - a linguagem, epistemologia, linearidade, causalidade, formas de raciocínio, totalidade, padrões e regras, modelos dinâmicos, mudança descontínua e historias – de forma interligada pois muitas vezes é difícil falar de um separadamente dos outros, juntos completam um todo bastante importante na vida de cada um de nós. (Farinha, 2005).
Toma-mos como exemplo a linguagem e a epistemologia, a linguagem, que segundo Benjamin Whorf era encarada como algo que construi a realidade, pois linguagem e conhecimento são aspetos do mesmo fenómeno, ou seja, a linguagem de certa forma reflete o nosso entendimento da realidade. (Farinha, 2005).
Segundo Shands, a forma como nomeamos uma determinada coisa leva-nos a pensar que aquilo a que damos o nome se torna estático.
Visto isto, palavras e conceitos são de fato algo inseparável. Como animais racionais que somos, possuímos a vantagem do conhecimento da realidade ser um conhecimento simbólico, usando a linguagem para formar a noção de realidade. Assim sendo a abordagem sistémica vê a linguagem como uma ferramenta fundamental que os seres humanos usam para dar sentido ao mundo. (Farinha, 2005).
A forma como encaramos a relação linguagem e realidade coloca-nos no centro de um problema epistemológico.
Se por um lado o problema fundamental da abordagem sistémica está relacionado com a apreensão da realidade, então a questão epistemológica apresenta-se como uma questão fundamental, enquanto que a linguagem é essencial para a nossa capacidade de compreensão, a problemática epistemológica é fundamental para alterar mos a nossa forma de pensar. (Farinha, 2005).
